O histórico do desmonte das ferrovias no Brasil


Por Cléber Sérgio
Permita-me acrescentar que o sucateamento das ferrovias começou um pouco antes da ditadura militar. Já nos anos JK o transporte ferroviário foi sendo abandonado em prol do rodoviário, o que implicou priorizar a indústria automobilística e explandir as rodovias. A ditadura militar exponenciou tal processo e a privatização da RFFSA jogou a última pá de cal sobre nossas ferrovias, que hoje têm uma ínfima participação na logística de transportes nacional, sem falar irrisório número de passageiros transportados sobre trilhos nas pouquíssimas linhas que restam.
É interessante dizer que o Brasil é o único dos países de dimensão continental que promoveu tal processo de desmantelamento do modal ferroviário. Falar sobre as inúmeras vantagens do modal de transportes ferroviário (trens de carga, de passageiros, metrôs, vlt's etc) sobre o rodoviário é chover no molhado.
Se for conveniente, convido a ler alguns artigos que escrevi e publiquei em meu blog sobre o assunto nos links abaixo:
- O ocaso das ferrovias - da Madeira-Mamoré à Transamazônica -http://observadoressociais.blogspot.com/2009/05/o-ocaso-das-ferrovias-da...
- O ocaso das ferrovias - do metrô ao apagão rodoviário -http://observadoressociais.blogspot.com/2009/07/o-ocaso-das-ferrovias-do...
- O ocaso das ferrovias - do apagão rodoviário à Copa 2014 -http://observadoressociais.blogspot.com/2009/12/o-ocaso-das-ferrovias-do...
-   O metrô de BH se arrasta sobre os trilhos - http://observadoressociais.blogspot.com/2010/04/metro-bh.html
Por JB Costa
O maior erro em termos estratégicos que vem cometendo os sucessivos governos ao longo da história foi o mais absoluto desdém para com o modal de transporte riooviário. Vou além: um verdadeiro crime.
A expansão das nossas ferrovias pararam a partir do início do século XX. Uma das frase mais idiotas já ditas por um governante foi a senha para que o país desse as costas para a racionalidade.
"Governar é construir estradas(rodovias)", sentenciou Washington Luis lá por volta de mil noventos e não sei das quantas. Como tínhamos  uma população ainda relativamente pequena, concentrada 80% no interior, ou seja, sem grandes conglomerados urbanos, e uma economia  baseada quase 100% na atividades primária(café, borracha e algodão), a infraestrutura feroviária dava conta do recado.
O clamoroso equívoco veio a partir do governo Juscelino, cuja prioridade foi a industrialização via montadoras de carros, abandonando-se por completo a modalidade ferrovia. Erro que os governos subsequentes,além de não corrigirem ainda agravaram, maxime no regimne militar, de cunho nacionalista e que fez enormes investimentos perdulários e sem pé nem cabeça, a exemplo da Transamazônica.
Pode-se arguir sem nenhuma sombra de dúvidas que muitos dos nossos problemas atuais derivam dessa irresponsabilidade histórica

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